Sistema de energia fotovoltaica da universidade totaliza 540 kW de potência e atende 1% do total da demanda do campus Cidade Universitária; potência é suficiente para abastecer 3.200 casas

Pela primeira vez, a Universidade de São Paulo (USP) tem 1% de sua demanda por energia atendida pelo sistema de painéis fotovoltaicos instalados no campus Cidade Universitária, na cidade de São Paulo. A estrutura atual, cuja operação é dirigida pelo Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da universidade, integra quatro sub usinas de energia elétrica fotovoltaica que, somadas, totalizam 540 kW de potência.

A energia gerada pelos painéis é introduzida à rede subterrânea do campus e pode ser usada em toda a Cidade Universitária. De acordo com informações do Jornal da USP, atualmente, a força produzida pelo sistema poderia abastecer 3.200 casas (domicílios padrão de quatro pessoas com consumo médio mensal de 250 kWh).

A integração da energia solar à rede elétrica do campus Cidade Universitária gera uma economia anual estimada em R$ 305 mil, equivalente a 1% do custo total da fatura de 2017 da universidade com energia elétrica: R$ 30 milhões – aproximadamente 80 mil MWh.

Segundo a dissertação de mestrado de Mario Luiz Ferrari Pin, então aluno do IEE, a economia pode ser ainda mais se houver mais investimento em usinas solares no campus. O levantamento apresentado por Pin indica que 14 edifícios podem receber instalações de módulos fotovoltaicos, casos do Conjunto Residencial (Crusp) e o Departamento de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). As novas usinas poderiam gerar mais de 3% do consumo da Cidade Universitária – quase R$ 1 milhão por ano.

Em crise financeira, USP tem quase 100 mil alunos

Maior universidade pública do Brasil, com mais de 96 mil alunos (sendo aproximadamente 59 mil deles estudantes da graduação), a USP passa por uma severa crise econômica. O orçamento de 2018 da universidade previa um déficit de R$ 287 milhões – trata-se do quinto ano consecutivo que a instituição fecha no vermelho.

Em 2019, o orçamento da USP está definido em R$ 5,7 bilhões – a universidade recebe a cota-parte de 5,02% da arrecadação do ICMS do Estado. No ano em questão, a previsão é de resultado superavitário em R$ 206 mil.

Além do corpo discente de 96 mil pessoas, a USP mantém cerca de 5,8 mil professores e recebe mais de 400 mil visitantes por ano em seus museus e parques.

Conteúdo publicado em 20 de março de 2019

O que a Braskem está fazendo sobre isso?

A Braskem, a partir do contrato firmado com a empresa francesa EDF Renewable do Brasil, assume amplo investimento na compra de energia eólica. O acordo assinado prevê um aporte estimado em R$ 400 milhões ao longo de 20 anos para a compra de energia produzida pelos ventos. A parceria estabelece a construção do Complexo Eólico Folha Larga, no município de Campo Formoso, a 350 km de Salvador. A previsão é que o parque eólico tenha 33 megawatts (NW) de capacidade instalada. Esta é uma das ações assumidas pela empresa para atingir o objetivo de reduzir as emissões em 325 toneladas de CO2 durante duas décadas. “Estamos fazendo nossa parte para o desenvolvimento desse setor. Ao investir numa matriz limpa e sustentável, estamos reduzindo a quantidade de emissões de CO2 em 325 mil toneladas ao longo do período do contrato”, afirma Gustavo Checcucci, diretor de energia da Braskem.

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