Projeto do Google que começou a digitalizar obras e artefatos do museu em 2016, com registros detalhados do acervo, está disponível para acesso gratuito online

O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, guardava um tesouro natural e cultural com mais de 20 milhões de itens catalogados, o maior da América Latina e um dos maiores do mundo. Sediado no Palácio de São Cristóvão, que serviu de residência para a família real e imperial brasileira, ele foi destruído por um incêndio de proporções gigantescas em 2 de setembro de 2018. O fogo levou 90% das peças de paleontologia natural e arqueologia egípcia, clássica e ameríndia, além de boa parte dos outros objetos do acervo.

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Ainda que não se possa resgatar ou restituir o que foi perdido, um projeto do Google Arts & Culture quer manter o Museu Nacional ativo, ainda que de forma virtual.

O Google vinha trabalhando na digitalização do acervo do museu e do próprio prédio desde 2016 com recursos como em fotografias em alta resolução, fotogrametria e escaneamento a laser 3D com vistas a produção de experiências de realidade virtual e aumentada. Hoje, o trabalho permite a reconstituição digital do espaço e do acervo e viabiliza um tour virtual pelas imagens do que era a instituição até aquele fatídico dia 2 de setembro.

Museu Nacional virtual

Já está no ar o projeto do Google Arts & Culture que criou uma plataforma online especialmente concebida para exibir, digitalmente, as coleções do museu brasileiro. O site apresenta, no destaque os dados históricos da instituição e o conjunto das obras e artefatos que ali estavam preservados e eram visitados por cientistas, pesquisadores, estudantes e o público geral.

“É importante ressaltar que o Museu Nacional, apesar de ter perdido uma parte significativa do acervo, jamais perdeu a capacidade de gerar conhecimento”, afirma Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional, em texto de introdução que precede o tour virtual guiado pelas exposições da instituição.

Além da visitação pelas salas guiadas por áudio descrição e narrativas históricas que detalhadas sobre os objetos, o visitante também pode navegar direcionando seu olhar pelos corredores e buscando um panorama realista das instalações.

A plataforma também apresenta os destaques da coleção exibindo a digitalização detalhada desses objetos ao lado das fotografias que mapeiam o lugar exato que eles ocupavam antes do incêndio. É possível visitar Luzia, o esqueleto mais antigo das américas, o meteorito Bendegó, o titanossauro, um vaso marajoara, a deusa Vênus da coleção real original grega e o sarcófago de Sha-amun-en-su, entre outros.

Ficou curioso?

Acesse https://artsandculture.google.com/project/museu-nacional-brasil e descubra as belezas históricas e arqueológicas do Museu Nacional agora mesmo!

Conteúdo publicado em 15 de março de 2019

O que a Braskem está fazendo sobre isso?

Em parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo desde 2015, a Braskem mantém apoio ao Laboratório de Conservação e Restauro do museu, que é referência na revitalização de trabalhos feitos em plástico e onde se encontra o único laboratório do país com um especialista no restauro de peças com esse material. Somente no primeiro ano de atividades, foram restauradas 162 obras do acervo. Em 2016, a Braskem estendeu o patrocínio ao restauro de obras do Parque Jardim da Luz, próximo da Pinacoteca, e a inclusão de novos conteúdos sobre essas peças em Libras no aplicativo do acervo da Pinacoteca. “Temos orgulho em poder patrocinar a iniciativa do Laboratório de Conservação e Restauro que se conecta tão bem ao nosso propósito, de que a química e o plástico melhoram a vida das pessoas. Neste caso, a partir do uso do plástico na recuperação do patrimônio cultural”, disse Claudia Bocciardi, diretora de Marketing da Braskem.

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