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Aquecimento global altera o balanço térmico de regiões e microrregiões gerando frio e calor intensos. Revestimento que usa nanotecnologia promete agir como filtro térmico sem impacto ambiental

O avanço das mudanças climáticas vem provocando elevação nas temperaturas globais, mas suas consequências são mais amplas do que o aquecimento geral da Terra: o fenômeno altera todo o balanço térmico de regiões e microrregiões e resulta em termômetros que marcam muito calor e que também podem registar intenso frio.

Como resultado, mais e mais se consome energia para gerar condições térmicas adequadas em ambientes fechados. Ferramentas como aquecedores ou aparelhos de ar-condicionado exigem muito da rede elétrica e/ou do consumo de combustíveis fósseis – a matriz energética que mais emite gases de efeito estufa. No mundo todo, atividades relacionadas à geração de calor consomem 42% de todo o petróleo do planeta.

A dupla de cientistas químicos Brian Schultz e Sean Depner promete uma solução para mitigar o problema. A empresa liderada pelos dois, Dimien, é especializada em nanotecnologia e desenvolveu um material inédito: um modelo de revestimento invisível que transforma janelas em filtros térmicos que se adaptam ao clima em tempo real.

No caso dos revestimentos convencionais, mesmo aqueles de maior eficiência térmica, a entrada de luz infravermelha é estática e, portanto, a passagem de calor é sempre a mesma, independentemente da temperatura interna do ambiente. No produto batizado de E3 View Smart Window, um nanomaterial manipulado em laboratório transforma a reação do revestimento à temperatura: se o ambiente estiver quente, menos calor entra; se estiver frio, mais calor entra.

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De acordo com a Dimien, o revestimento pode ser acoplado a janelas já existentes, não altera a transparência e não prejudica a luminosidade. É possível até “desligar” o efeito de inteligência térmica do material por meio de um tipo de interruptor que remodela a nanotecnologia. A promessa da empresa é que a inovação garanta sustentabilidade energética e menos custos com adequações térmicas.

Produção de água supercrítica para baterias

O uso da nanotecnologia é aplicado também para um projeto ainda mais inovador. Trata-se de produzir água supercrítica (acima do ponto crítico de temperatura e pressão, muito útil em processos industriais e laboratoriais) de forma sustentável e reutilizável. A substância será aplicada em baterias de alta capacidade.

A água supercrítica exibe propriedades diferentes quando está sujeita a calor e pressão extremos – especificamente, 373 graus Celsius e 220 bars, ou mais de 3.000 libras de pressão por polegada quadrada. Esse processo geralmente exige grande quantidade de energia e envolve grande volume de solventes potencialmente tóxicos. Com a nanotecnologia, estes impactos serão reduzidos a quase zero.

Conteúdo publicado em 6 de maio de 2019

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