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Com políticas públicas e engajamento dos cidadãos, Taiwan destina corretamente 55% de seus dejetos artificiais e biológicos e segue incentivando a população a separar todo o lixo produzido

Em 1993, o índice de coleta de lixo em Taiwan, ilha que também é chamada de “República da China”, era de 70%. Quase não havia método bem estabelecido para fazer a coleta seletiva ou destinar resíduos para reciclagem. Em meados da década de 1990, dois terços dos aterros da ilha estavam saturados.

A elevação do padrão de vida da população de Taiwan – hoje são pouco mais de 23 milhões de habitantes – e o consequente aumento no nível de consumo levou a ilha a receber o desagradável apelido de “Garbage Island”, ou “Ilha do Lixo”. Diante da situação emergencial com relação à destinação dos resíduos, o governo adotou medidas controversas que passaram a ser testadas em todo o território taiwanês.

Uma delas foi o uso de incineradores para queimar resíduos, o que despertou alguma resistência. Simultaneamente, porém, alguns órgãos públicos adotaram uma nova metodologia de gestão de resíduos, incentivando cidadãos a participarem da coleta seletiva e empresas a incentivarem práticas que visavam a redução na geração de lixo e a responsabilização sobre a destinação desses resíduos.

Empresas que não conseguiam lidar com o volume de lixo que produziam eram obrigadas a pagar taxas para subsidiar obras de infraestrutura necessárias para lidar melhor com os resíduos. A população também foi obrigada a colaborar separando o próprio resíduo. Deu certo.

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Caminhões musicais

Hoje, os moradores de Taiwan separam o lixo em categorias e aguardam o caminhão que passa na rua duas vezes por dia – uma avisando que vem e outra, buscando o lixo. O primeiro caminhão toca Für Elise, a famosa composição de Ludwig van Beethoven, e logo vem uma procissão de caminhões.

Cada veículo recebe um tipo específico de dejeto: comida crua, comida cozida (ambas recebem tratamento diferenciado), plástico, papel, vidro e alumínio, entre outros. Mas, para evitar problemas com a hora certa da coleta, é possível acompanhar o movimento dos caminhões por um aplicativo de celular.

Para quem precisa de mais flexibilidade ainda, a Cidade de Taipé, capital de Taiwan, instalou um estande de reciclagem inteligente que adiciona valor ao cartão de acesso ao transporte coletivo de uma pessoa para cada garrafa ou lata reciclável destinada corretamente na estação.

O resultado disso é que hoje uma pessoa em Taiwan produz, em média, 850 gramas de lixo por dia. Há 15 anos atrás, a média era de 1,20 kg. As taxas de reciclagem são superiores a 50%, embora esses números tenham sido contestados. Muitas das incineradoras da ilha estão agora abaixo da capacidade. No geral, a ilha produz mais resíduos recicláveis ​​do que resíduos não reutilizáveis.

O território já reaproveita seu descarte de maneiras criativas e úteis em diversos aspectos. O pavilhão EcoARK de nove andares, por exemplo, é uma área de exposições localizada no coração da capital de Taiwan. Ela foi construída de tijolos que incorporam materiais rejeitados diversos, como latas de alumínio, solados de sapato e pontas de cigarro. É uma grande mudança em pouco tempo com reflexos importantes na imagem da ilha.

Conteúdo publicado em 19 de fevereiro de 2019

O que a Braskem está fazendo sobre isso?

Desde 2005, a Braskem usa a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) para conhecer os aspectos relativos à sustentabilidade de sua cadeia de valor. As informações geradas pelos estudos de ACV embasam decisões relativas ao negócio. Ainda na cadeia de valor, a Braskem criou a Rede Empresarial Brasileira de ACV, fórum que congrega empresas para discutir o conceito e disseminar boas práticas na aplicação da ferramenta no ambiente empresarial.

Outra iniciativa da Braskem nessa área é a plataforma Wecycle, criada com o objetivo de desenvolver negócios e iniciativas para a valorização de resíduos plásticos por meio de parcerias. O propósito é trazer confiabilidade e qualidade ao desenvolvimento de produtos, soluções e processos que envolvam todos os elos da cadeia de reciclagem do plástico.

O Wecycle oferece matéria-prima de plástico reciclado com qualidade, rastreabilidade, regularidade de processos e atuação com responsabilidade social e ambiental para empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável. Trata-se de uma iniciativa que reforça o compromisso da Braskem com a inovação, a sustentabilidade e a cadeia do plástico no Brasil. Para saber mais acesse: http://www.braskem.com.br/wecycle

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