Imagem mostra garrafas. Foto: Lacey Williams on Unsplash

Inglaterra estuda adotar sistema de devolução de garrafas

No modelo, as bebidas seriam mais caras, mas consumidores recuperariam a diferença ao retornarem as garrafas de plástico, vidro e metal: expectativa de reciclagem é de até 95%.

A Inglaterra estuda adotar um sistema de retorno de garrafas para incentivar a reciclagem no país. A proposta foi feita pelo Comitê Parlamentar de Auditoria Ambiental local após a realização de uma pesquisa externa que mostrou que os países com sistemas de devolução reciclam entre 80% e 95% de suas garrafas plásticas. Na proposta feita pelo governo inglês, os clientes pagariam mais pelas bebidas, mas receberiam parte desse dinheiro de volta ao retornarem os recipientes para reciclagem. O modelo seria aplicado a todos os vasilhames de líquidos de uso único, sejam eles de plástico, vidro ou metal.

Na Noruega, segundo a pesquisa, 95% de todas as garrafas plásticas são recicladas, índice significativamente superior à atual taxa inglesa, de 57% - metade representada apenas por garrafas de água. O levantamento mostra, ainda, que mais de 95% das garrafas de plástico que são recicladas na Inglaterra são coletadas das residências, o que significa que as bebidas consumidas fora de casa geram um lixo que, muitas vezes, não é reciclado.

Como funciona o esquema de devolução de garrafas?

Segundo a BBC, há 40 países e 21 Estados norte-americanos com algum sistema de retorno de garrafas em operação. Em todos, uma pequena taxa é incluída ao preço da bebida na hora da compra. Essa taxa é, então, recuperada pelo cliente quando ele leva o item para reciclagem.

O sistema tem dois modelos: no primeiro, as garrafas ou latas devem ser levadas, pelos clientes, de volta à loja onde elas foram compradas. No segundo, uma rede de pontos de coleta automatizados, conhecidos como "máquinas de venda reversa", recebem os vasilhames em diferentes pontos da cidade.

Quando um cliente não devolve a garrafa, o dinheiro a mais que ele pagou pode ser distribuído aos produtores ou varejistas, doados para instituições de caridade ou encaminhados para a manutenção do sistema de reciclagem - cada país tem a sua política.

Uma iniciativa bilionária

Os custos associados à implantação de sistemas que funcionam dessa maneira variam e dependem do modelo adotado. A instalação de uma rede de "máquinas de devolução automática" requer investimento diferente daquele associado ao treinamento de pessoas para lidar com essa devolução em lojas. De acordo com especialistas ambientais da Eunomia, uma consultoria, uma máquina automática pode custar até 32 mil libras para ser comprada e instalada - quase R$ 156 mil - e mais 2,7 mil libras anuais – cerca de R$ 12 mil - para ser operada.

A experiência alemã dá uma noção das despesas, em nível de país, de uma empreitada como essa. Lá, em 2003, foi implementado um sistema com máquinas de devolução automática por 600 milhões de libras - quase R$ 3 bilhões. Desde então, o país gasta, anualmente, mais 700 milhões de libras - cerca de R$ 3,4 bilhões – para manter o sistema funcionando.

Uma iniciativa bilionária Os custos associados à implantação de sistemas que funcionam dessa maneira variam e dependem do modelo adotado. A instalação de uma rede de "máquinas de devolução automática" requer investimento diferente daquele associado ao treinamento de pessoas para lidar com essa devolução em lojas. De acordo com especialistas ambientais da Eunomia, uma consultoria, uma máquina automática pode custar até 32 mil libras para ser comprada e instalada - quase R$ 156 mil - e mais 2,7 mil libras anuais – cerca de R$ 12 mil - para ser operada.

A experiência alemã dá uma noção das despesas, em nível de país, de uma empreitada como essa. Lá, em 2003, foi implementado um sistema com máquinas de devolução automática por 600 milhões de libras - quase R$ 3 bilhões. Desde então, o país gasta, anualmente, mais 700 milhões de libras - cerca de R$ 3,4 bilhões – para manter o sistema funcionando.