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Quem é Sophia, o primeiro robô com direitos legais?

A robô humanóide, que tem o rosto da atriz Audrey Hepburn e inteligência artificial de ponta, recebeu o título de cidadã honorária da Arábia Saudita

Desenvolvida com o que há de mais avançado em relação à inteligência artificial, Sophia é a robô humanóide mais moderna do mundo. Ela é capaz de conversar e de produzir mais de 60 expressões faciais, e ainda se torna cada vez mais “humana” conforme observa o comportamento de outras pessoas. A androide, cujo rosto é inspirado na atriz Audrey Hepburn, recebeu até o título de cidadã honorária da Arábia Saudita, que confere a ela os mesmos direitos que os cidadãos de carne e osso.

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Quem é, afinal, Sophia?

"Oi, aqui é Sophia. Não sei bem o que realmente significa ser humana”. Essas foram as primeiras palavras de  Sophia, em 2015, quando “nasceu”. Ela é a mais moderna robô humanoide do mundo.

Sophia é tão real que a Arábia Saudita deu a ela o título de cidadã honorária. Isso significa que ela tem os mesmos  direitos legais que qualquer saudita. Também significa que ela tem responsabilidades e autonomia inéditas para um robô. Isso exige consciência e discernimento inéditos  de quem programa a inteligência artificial da cidadã honorária.

A “robô humana” foi criada pela Hanson Robotics com tecnologia parecida com a de assistentes pessoais como a Siri, da Apple. Com rosto inspirado nos traços da atriz Audrey Hepburn, ela é capaz de reproduzir pelo menos 62 expressões faciais. Os olhos de Sophia têm câmeras que a ajudam a ler as reações humanas e a reagir naturalmente. 

A robô funciona em três modos: 
- binária, para perguntas simples
- bot, para frases preestabelecidas e 
- inteligência artificial, para interações complexas.

A empresa que fez Sophia agora investe um um modelo com a cara de Albert Einstein.

A indústria da inteligência artificial

A inteligência artificial já é uma realidade. Hoje, soluções baseadas na tecnologia ajudam médicos a fazer diagnósticos, investem em bolsas de valores, integram conselhos administrativos de grandes empresas e até ajudam a desenvolver empatia entre pessoas com realidades radicalmente diferentes. Nos próximos anos, a tecnologia deve continuar crescendo em ritmo acelerado. Entre 2017 e 2018, os negócios ligados à inteligência artificial devem crescer 70% e fechar o ano com valor estimado em US$ 1,2 trilhões, segundo a consultoria Gartner. Até 2022, esse valor deve mais que duplicar e bater os US$ 3,9 trilhões - mais que o produto interno bruto do Brasil, que fechou 2017 em R$ 6,6 trilhões.