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Sororidade: como mulheres podem empoderar umas às outras?

Conheça o conceito que convida as mulheres a se unirem por um objetivo comum: a luta por direitos iguais entre gêneros e o combate aos preconceitos

Sororidade é uma aliança entre mulheres com dimensão ética, política e prática. Ela convida as mulheres a se unirem e lutar por direitos iguais entre gêneros e pelo combate aos preconceitos. A sororidade quer deixar de lado a rivalidade nas relações entre mulheres. Quer que as mulheres ajudem umas às outras. Mas o conceito também sofre críticas. Já que o ser humano é único, seria difícil falar na união de todas as mulheres.

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Por isso, a sororidade não objetiva transformar todas as mulheres em amigas, mas com empatia, elas podem deixar de competir entre si ou de se criticarem. Elas podem se colocar no lugar uma das outras e não julgar outra mulher pelo seu comportamento ou seu estilo. É respeitar, ouvir e dar mais voz às mulheres.  

E você, pratica a sororidade?

Veja 5 dicas para praticar a sororidade

Compreender, ajudar e não julgar fazem parte da construção de sociedades mais justas e seguras. O suporte vindo do mesmo gênero fortalece as mulheres mutuamente, gera empatia, aumenta a autoestima e pode fazer toda a diferença em situações de abuso ou violência. Contar com uma rede à qual se possa recorrer significa mais qualidade de vida, melhores condições de acesso a serviços e segurança para todas as mulheres.

1.     Cultive o contato com mulheres da família, amigas, colegas de trabalho, vizinhas ou mulheres que você encontra a caminho do trabalho ou dos estudos. Relacionamentos abusivos podem ser intensificados pela solidão.

2.     Evite fazer julgamentos a respeito do comportamento de outras mulheres. Em regimes democráticos as mulheres podem escolher roupas, parceiros, amizades e locais que frequentam. Essas escolhas não significam “vulgaridade”, “promiscuidade” ou “permissividade”.

3.     Respeite as mulheres que tomaram decisões difíceis, como se separar de um parceiro, tomar distância da família ou optar pela maternidade.

4.     Apoie a contratação de mulheres para possibilidades de trabalho, sobretudo em ambientes com forte presença masculina. Conheça, encoraje e divulgue o trabalho de outras mulheres.

5.     Não entre em discussões motivadas por rivalidade. Mulheres que se amparam mutuamente são mais fortes, equilibradas e aptas a enfrentar as dificuldades cotidianas.

Equidade de gênero no mercado de trabalho

De acordo com o Relatório Global sobre Abertura de Gênero, apresentado no Fórum Econômico Mundial em 2014, vamos levar 80 anos para ter paridade de gênero no local de trabalho. Se continuarmos no mesmo ritmo, até 2095 não teremos mulheres em cargos de liderança em empresas e governos em pé de igualdade com a presença masculina. Foi pensando nisso que a empresa de consultoria Ernst & Young traçou o estudo Women Fast Forward, avaliando medidas que poderia acelerar o processo de inclusão para a participação feminina nas corporações.

O estudo aponta que é fundamental desenvolver estratégias institucionais e definir oportunidades de progresso na carreira feminina, além de adotar a flexibilidade na carga horária e determinar prazos mais longos para licença maternidade ou paternidade. 23% das mulheres entrevistadas também acreditam que, se os homens tomarem parte de tarefas domésticas comumente atribuídas às mulheres, a performance profissional feminina pode ser beneficiada.